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Entre o senso e o dissenso há o ato da intolerância?!



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A intolerância tornou-se um clichê do cotidiano, que nem se sabe, ao menos, se no contexto acadêmico é tão receptiva tal assertiva. O que se percebe é a propagada disseminação desta expressão, como forma de emitir freios e contrapesos entre aqueles que se atrevem a impor os ilimitados contra gostos de suas práticas.

Mas, na verdade o que move a reflexão é o caso da aluna que esta semana, na UEPB, matriculada no curso de Direito, sendo Policial Militar e estando fardada e “em serviço”, quis adentrar em sala de aula, para fazer uma prova e foi impedida pela docente.

Dentre tantos apontamentos e pedidos de bom senso, na verdade, na minha pequena, mas não desprezível opinião, em particular reinou uma quantidade enorme de percepções, em especial de seguimentos da imprensa e formadores de opinião, agarrados a suas mais intimas ideologias, QUE PEDIAM CALMA, BOM SENSO E UMA DOSE DE PACIÊNCIA (sendo que tais pedidos careciam de certa veracidade).

O engraçado é que ao ouvir certos defensores de ambas as bandeiras, do “militarismo a da docente desvalida”, viu-se uma queda do espirito daquilo que seria o SENSO, QUE CULMINOU NO DISSENSO.

Em suma, um arrepio daquilo que seria a ponte entre o pretenso direito da militar portar sua arma - que, também, poderia estar na caserna - e a imponderação da mestre - que não sei até que ponto extrapolou sua falta de ponderação).

Na verdade, precisa-se lançar um olhar mais profundo na questão, ou seja, o que há por trás de tanto estardalhaço - até certo ponto desnecessário das partes - É UMA CRISE PROFUNDA QUE O BRASIL VIVE DA FIGURA DA AUTORIDADE,POIS, ESCUDADOS NA LEI O QUE SE PERCEBE SÃO PRÁTICAS E ABUSOS DESNECESSÁRIOS DE ATOS COM FORTE EXTRAPOLAÇÃO DAS PRERROGATIVAS. Em nome da pretensa “LEI”, grita-se guardas de transito, grita-se simples e pequenas pessoas, perguntado a máxima do medo: VOCÊ SABE COM QUEM ESTÁ FALANDO????

Mesmo que vivamos na “ditatura da lei” ela não pode ser um hiato entre as práticas nefastas daqueles que arvoram para si as prerrogativas e aqueles que temem as “carteiradas” dadas de forma irresponsável, pois, se a lei deve ser respeitada pelo fato da “professora não entender que a policial tem a prerrogativa de portar a arma onde quiser”, desde que em serviço, devia-se em nome do postulado do primado da lei, lembrar que há tantas injustiças nesse país pela má execução e priorização de politicas públicas tardias e mal feitas, como, também, sentenças judiciais injustas e mal aplicadas, onde a aplicação do direito fica distante do sentimento de justiça!!!

Entre o senso e o dissenso, O QUE HÁ É MUITA VERBORRAGIA DO QUE DE FATO SIGNIFICA O VERDEIRO ESPIRITO DA APLICAÇÃO DA LEI EM HARMONIA COM OUTROS VALORES E POSTULADOS !!!!!!

RINGSON MONTEIRO DE TOLEDO
ADVOGADO- FILOSOFO ringoadvogado@hotmail.com
JOÃO PESSOA, 05 DE NOVEMBRO DE 2017

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