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A metafísica da maternidade






Caros leitores e leitoras, o titulo exposto acima não é exagero, pois, na compreensão e importância do significado da maternidade não pode se limitar as definições mínimas trazidas pelo mundo atual, pois, na maternidade não cabe conceitos e características meramente humanas, haja vista a divindade que o circunda.

A maternidade, por ser tão ínsita e similar ao nosso relacionamento com o ser divino, é, sem sobra de dúvidas uma categoria que transpõe o espaço de poeira cósmica. Mãe é ser divino travestido de uma “frágil humanidade”, e esta humanidade não anula a força de seu amor, que se transparece divinamente no dia a dia. Seus pecados, por vezes, nem pecados devam ser, vez que a devoção e o cuidado aos seus rebentos em tudo se assemelha ao carinho do nosso Deus.

Mas a lembrança de que a maternidade não é uma categoria meramente humana, sociológica e antropológica, mas, metafisica, reside na indiscutível razão de sua capacidade de não ver nos filhos culpa pelos desvios; razões para os castigos e limites para lhes transmitir o seu amor, ou seja, nela há, como há no criador, um poço de misericórdia que nos atinge profundamente.

Assim, como na própria acepção da palavra metafisica, a maternidade é algo que está para além do mundo sensível; sua identificação e demonstração de amor para conosco não é, apenas, propriedade de uma aparelhagem psíquica, construtiva e instintiva de quem deve se amar algo pelo simples fato de que este foi gerado em seu ventre (o que já é muita coisa).

Pelo contrário, na maternidade ventre e coração se entrelaçam, misturam-se numa homogeneidade denominada de “química existencial”, pois, a luz da concepção entre o óvulo e o espermatozóiode não é apenas uma ebulição compreendida  e limitada pelas explicações da ciência médica. É, verdadeiramente, o toque inaugural da transcendência naquilo que, humanamente, se está a formar.

Talvez, um pouco diferente do que transpõe os conceitos sobre a divindade, da qual não se pode saber a sua origem (se não deixaria de ser Deus, vez que este não pode existir no nada – EX NIHILO), a maternidade, no momento da concepção primeira, tem ali o exato momento de sua originalidade.

Porém, não importando se a metafisica da maternidade é mais Aristotélica ou Kantiana, é premissa verdadeira afirmar que a maternidade é uma experiência que transcende as meras realidades do mundo sensível, capaz de trazer fundamento a todas as realidades que se sucederem ao momento pós natal, vez que a identidade e tudo o que o mais suceder a vida do indivíduo trará a marca e o selo daquela que lhe deu as mais fundamentais condições de seu caráter e sua existência: AS NOSSAS MÃES!!! FELIZ DIA DA MÃES!!!!

E como diz o ditado, na volta ninguém se perde, então nos vemos na
volta!!!!!






JOÃO PESSOA, 14 DE MAIO DE 2017


RINGSON MONTEIRO DE TOLEDO

ADVOGADO E FILÓSOFO


EMAIL: RINGOADVOGADO@HOTMAIL.COM

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